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blog-explorando-criatividadeOs alunos dos 9º anos exploraram a criatividade nas aulas de Produção de texto. Ao produzirem sobre o tema “Memórias Póstumas” mostraram o quanto podem dar asas à imaginação.

Foi uma atividade riquíssima, as leituras em sala emocionaram os ouvintes.

Os textos ficaram muito bons, porém os alunos que mais se destacaram foram Rafaella Maldonado Pereira, Gabriel Duarte Barbosa e Sthefany Cometa.

Fim da dança nos braços dele

Era final de festa, uma festa super agitada e eu estava feliz. Não briguei com minha mãe já fazia dois dias, não irritei meu pai fazia uma semana, e algumas horas que não provocava minha irmã. Eu realmente estava feliz, tinha até conseguido um ”oi” do menino dos meus sonhos.

A felicidade era tanta naquela madrugada, que fui dançar na chuva, pulava, girava e sorria na chuva, no portão da festa, da melhor festa da minha vida. Mal ouvi a buzina daquele caminhão, foi tudo rápido demais e quando me dei conta já estava sangrando no asfalto, onde meu coração parou. Foi quando a tristeza, depois de horas, me atingiu novamente.

Parei para pensar, e quem era eu para ficar apenas dois dias sem brigar com minha mãe? Não era mais que minha obrigação, ela cuidava de mim e me amava mais do que ninguém, se eu soubesse que seria minha última dança, teria dito um último ”eu te amo” para ela.

Não irritava meu pai há sete dias, mas que arrependimento de não ter deixado de brigar com ele a vida toda. Sou a filha caçula e a que ele mais mima… Se eu soubesse que seria minha última dança, não o teria irritado semana passada para me deixar ir nessa festa.

Fazia umas cinco horas que eu não provocava minha irmã, minha irmã mais velha que sempre me deu os melhores conselhos… Se eu soubesse que seria minha última dança, não a provocaria para me dar o controle da televisão.

E por fim, me vi jogada no chão, machucada, e o garoto dos meus sonhos me observava com os olhos cheios de lágrimas, me chamando e pedindo para eu acordar.

Pela primeira vez admitia me amar, e me colocou em seus braços, pedindo perdão por ser orgulhoso demais, e disse:

– Se eu soubesse que seria sua última dança, teria lhe entregado meu coração.

Rafaella Maldonado Pereira – 9º A

O que seria da vida sem mim

No dia 29/02/2070 eu Gabriel Duarte Babosa mais conhecido como Duarte faleci com uma parada cardiorespiratória enquanto dormia ao lado da minha esposa, em nossa fazenda no interior de Minas Gerais.

Após minha morte viajei para um submundo em que uma voz muito familiar falava comigo. Essa voz me perguntou: Durante esses 70 anos de sua vida você já parou para pensar o que seria da vida sem você?

E então a voz disse venha comigo e me levou para o ano de 2015 para me mostrar o que seria da minha vida sem que eu estivesse nela.

O primeiro lugar que visitei foi a casa de minha mãe, quando cheguei lá percebi que a casa estava quieta e sem ninguém fazendo barulho ou esparramando coisas pela casa, vi que a vida da minha mãe estava bem mais calma.

Ao sair de lá fui para casa do meu pai vi que ele mal parava em casa, pois não tinha a quem cozinhar todas as noites, e não tinha a preocupação de ter alguém para mandar estudar e levar a escola mais a sério.

Então comecei a pensar que sem mim a vida dos meus pais poderia até ser mais tranquila, mas então por que eu vim ao mundo? Para dar trabalho e preocupação para meus pais?

Aí que percebi que não, eu vim ao mundo para passar para meus filhos e netos tudo aquilo que meus pais me ensinaram desde que eu era um bebê, aprendi com eles que o amor da família é o mais importante do mundo. Quando voltei para 2070 reconheci que a voz familiar que conversava comigo era do meu pai, o homem que me ensinou que quem quer consegue, basta acreditar e correr atrás de seus sonhos.

E tudo que sou hoje devo a eles, obrigado por tudo, pai e mãe!

 Gabriel Duarte Barbosa – 9ºB

Memórias Póstumas de Sthefany Cometa

Hoje, dia 25 de Fevereiro de 2016 por conta do destino e das escolhas de Deus, eu faleci dormindo.

E sabe, é uma sensação estranha, primeiro, a claridade demora mais que o normal para voltar. Logo depois, você “acorda” mais leve, e dá de cara consigo mesmo deitado, pálido e gelado, com pessoas ao seu redor, chorando, gritando, e aí você pensa que aquele é o fim do mundo. Tempos depois começa a perceber, é só o começo de muita coisa do mundo espiritual, só precisou cair a ficha que meus sonhos se encerraram ali. Senti vazia, mas de certo, nenhum sentimento se manifestou.

Eu queria tanto realizar a minha viagem pelo mundo com a família! Queria muito ter a sensação de subir ao altar com o grande amor da minha vida e constituir a família que sempre sonhei. Mas nem tudo é como queremos. Aconteceu, e eu não posso mudar isso.

Aprendi uma coisa, devemos aproveitar enquanto podemos… Gritar até ficarmos roucos, chorar até as lágrimas secarem, amar com toda a alma e coração e não se arrepender jamais do que fez ou viveu. Viva intensamente sem medo do amanhã.

Sthefany Cometa – 9º C

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