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Neste próximo dia 22 vivenciaremos o “DIA DA ÁGUA”. De fato, vivenciaremos, porque não há muito a ser comemorado. A água é vida. Um ser humano, com boa saúde, consegue sobreviver cerca de trinta dias sem alimentos, porém, sem água, somente de 3 à 5 dias. Aliás, nada nem ninguém sobrevive a falta de água. Sendo um recurso tão vital e ao mesmo tempo tão menosprezado, questionamentos sobre sua má utilização, sem precedentes, tornaram-se frequentes. São tantos os questionamentos que, se a recuperação do recurso dependesse deles, a humanidade já estaria com créditos.

Infelizmente não é isso que acontece. Apesar da importância do assunto e das discussões acaloradas na busca de soluções, as atividades humanas, potenciais poluidoras do meio ambiente, continuam a pleno vapor, causando, dia a dia, impactos ambientais.

Importante salientar que a conservação da água está intrinsecamente ligada a conservação do meio ambiente.

Com boa parte da população alheia a imprescindibilidade da proteção desse recurso, aqueles acostumados com a abundância, veem a falta como uma situação pouco provável de acomete-los.

Não é bem assim. Apesar de possuidor de quase um quinto das reservas hídricas do mundo, a água não é distribuída de maneira igualitária no território brasileiro e a escassez é uma realidade de várias regiões.

Há bem pouco tempo, mais propriamente de 2014 até um passado recente, a crise hídrica vivenciada pelo país foi considerada a pior da história. A região sudeste, uma das mais afetadas, sentiu “na pele” a dura realidade dos baixos níveis de seus reservatórios. Detentora, junto com o Nordeste, da maior parcela da população e das industrias, estas áreas tiveram a crise agravada pelas poucas reservas hídricas existentes na região.

Apesar deste cenário alarmante, o desperdício da água, tanto na agricultura quanto na rotina das pessoas ainda persiste. Torneiras abertas por muito tempo, banhos demorados, lavagem constante de calçadas e carros etc são ações frequentemente observadas no dia a dia.

Contudo, não nos cabe atribuir somente a terceiros a responsabilidade das atitudes pro água. Ações governamentais, comunitárias e individuais como o uso racional, reuso, aproveitamento da água de chuva, conservação de bacias hídricas, nascentes e rios, utilização de sistemas de irrigação mais eficientes, tratamento adequado da água são soluções que envolvem todos.

Reconhecer a importância da água e usá-la de forma racional é primordial e dever da humanidade. Portanto, quanto maior a escassez, maior deverá ser o monitoramento de sua disponibilidade, qualidade e utilização. Neste sentido, faz-se urgente a implementação de meios eficazes que busquem garantir o recurso, seus padrões e sua utilização racional.

Stela Maria Sulz Borges
Eng. Civil – Vice-Presidente da Agenda 21 Local

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